Aniversário de Brasília terá festa com ritmos do forró ao hip-hop

Forró, música pop e rap serão os principais estilos na festa dos 58 anos de Brasília. Mas a programação vai além com outros ritmos, teatro e muito mais. Ao todo, a comemoração custará aos cofres públicos R$ 1,6 milhão – R$ 500 mil só em cachê para os artistas.
No dia 21, a Esplanada dos Ministérios receberá apresentações de Xand Avião, destaque do forró nordestino, e da cantora Preta Gil. No dia seguinte, os brasilienses poderão presenciar um grande encontro do hip-hop nacional.

Os rappers locais GOG e X do Câmbio Negro se apresentarão com Mano Brown, líder do grupo Racionais MC’s. Além da música, oficinas, peças de teatro, exposições e ações educativas serão realizadas entre 10 e 28 de abril em dez regiões administrativas.

Para compor a line-up dos dois dias de shows na Esplanada, seis grupos e dois DJs locais ainda vão ser selecionados por meio de um chamamento público. Os artistas e grupos interessados podem se inscrever, por meio de um formulário on-line até a próxima segunda-feira. No total, serão disponibilizados R$ 64 mil em cachês, R$ 10 mil para cada grupo musical e R$ 2 mil para cada DJ.
Os participantes deverão enviar links com o currículo e portfólio de vídeo com as apresentações anteriores. O resultado final será divulgado no dia 14 de abril no site www.pontecriativa.com.br.

Diversidade

O secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, destaca que a capital tem uma cultura bastante diversa. “Do blues ao hip-hop e até um pouquinho de Carnaval… vamos ter de tudo. O governo está trabalhando com discernimento para saber gastar corretamente o dinheiro. Queremos fazer uma festa inclusiva e democrática, que expresse a pluralidade da cultura de Brasília”, comenta.

Na avaliação de Reis, o investimento deste ano será baixo se comparado a outras edições. “A soma das despesas das festas de 2015 a 2018 chega a R$ 4,5 milhões, enquanto só a edição de 2014 custou R$ 12 milhões”, reconhece.
Muitos dos projetos que participarão dos eventos deste ano são apoiados pelo Fundo de Apoio a Cultura (FAC) do Governo do Distrito Federal.

Outra preocupação da secretaria foi quanto à mobilidade. “A programação começa cedo e termina em um horário adequado para que as pessoas não tenham dificuldades de voltar para casa. Faremos parceria com a Secretaria de Mobilidade e com as concessionárias de ônibus”, aponta o secretário.

Mais do que música

A festa não se resume a música. Durante este mês, espetáculos e oficinas cênico-circenses, narração de histórias e eventos como a Mostra Internacional de Dança, o festival de hip-hop Quando as Ruas Chamam, a exposição fotográfica Yawalapiti – Entre Tempos, o 4º Festival Espetaculim e o festival República Blues fazem parte da programação.

O Dia do Índio, celebrado no dia 19, não será esquecido. Atividades gratuitas como mostra de cinema indigenista e o debate sobre as produções audiovisuais, vivências de arte como cerâmica pintura corporal e cestaria acontecerão no Memorial dos Povos Indígenas entre 13 a 28 de abril. “Não serão apenas atividades sobre os índios, e sim atividades com os índios”, enfatiza o secretário Guilherme Reis.

Todas as iniciativas culturais do aniversário de 58 anos de Brasília estão sendo organizadas pela Cia Voar de Teatro de Bonecos, uma organização da sociedade civil escolhida por meio de um edital de chamamento público do projeto Capital Cultural, promovido pelo GDF. A entidade é a mesma que foi responsável pelas atividades de cultura do 8º Fórum Mundial da Água.

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