De do do do de da da da: Call The Police chega a Brasília com hits lendários do rock

Chame a polícia! Andy Summers, João Barone e Rodrigo Santos vão tomar a noite brasiliense de assalto. Fazendo referência direta à banda homenageada no nome, trio inglês-brasileiro relembra composições do icônico The Police, em turnê com o projeto Call The Police. Pela primeira vez na capital, o show desembarca no NET Live amanhã, às 23h.

Conhecido popularmente como Andy Summers, o inglês Andrew James Somers, de 76 anos, foi guitarrista original da banda liderada por Sting. O baixista do Barão Vermelho, Rodrigo Santos, e o baterista do Paralamas do Sucesso, João Barone, completam o trio.

No repertório da apresentação, além de clássicos do The Police, como RoxanneEvery Breath You TakeWalking on the Moon, músicas do “lado B” dos discos não ficam de fora, com direito a Synchronicity IIDriven to Tears, entre outras.

A apresentação de quinta também faz um intercâmbio cultural, com a mistura de referências trazidas por cada músico, como explica Rodrigo Santos, em entrevista ao JBr. “É um apanhado de várias vertentes de todos os discos da banda. Só que colocamos nosso tempero de improviso também, como o Police gostava de fazer, só que do nosso jeito”, resume.

Aliás, para João Barone, a marca pessoal dos músicos é o grande diferencial das apresentações. O baterista faz questão de afirmar que não se trata de um trabalho cover: “É um show celebrativo do Police. Interpretamos a obra da banda com respeito e deixamos transparecer um pouco da nossa personalidade no processo”.

A ideia de levar composições do trio inglês para os palcos surgiu em 2014, quando Summers conheceu Santos, por meio de um amigo em comum. “Meu produtor e amigo no Brasil, Luiz Paulo Assunção, que também é empresário do Rodrigo, disse que queria me apresentar um músico brasileiro. Quando toquei com Rodrigo pela primeira vez, fiquei fascinado pela sua presença de palco, sua música e alegria”, lembra Andy.

Em 2016, Barone foi convocado pela dupla para oficializar a parceria. Para ele, “privilégio” é a palavra que resume a experiência de tocar com um ex-membro do Police. “É algo inusitado estar tocando com um grande ícone do rock como Andy Summers, que poderia escolher quem quisesse para tocar com ele e acabou escolhendo Rodrigo e eu”.

Para o baixista do Barão, não é diferente. Além de Beatles, The Police é uma de suas maiores influências musicais. “É uma banda única que, até hoje, ninguém conseguiu imitar. (Fizeram) uma mistura tão sofisticada de jazz, reggae, blues, rock, ska, bossa e punk rock, que ficou difícil até definir o que eles foram”, explica Santos.

Sting e cia.
Tudo começou em 1976, quando Stewart Copeland chamou Gordon Sumner, mais conhecido como “Sting”, para formar um conjunto. Depois de algumas buscas, Henry Padovani tomou o lugar da guitarra, permanecendo assim por apenas um ano. Em julho de 1977, Andrew Summers se uniu à formação e, após apenas duas apresentações, Padovani deixou o quarteto, que permaneceu um trio quando estourou no mundo inteiro.

Entre idas e vindas, com muitas pausas e incertezas, The Police durou, oficialmente, até 2008. Durante os conturbados anos de duração, foram lançados 13 álbuns. Entre 1977 e 1983, foram seis discos. Depois disso, apenas coletâneas e gravações ao vivo.

No Brasil, vieram duas vezes, apenas em solo carioca. A primeira, em 1982, quando tocaram no Maracanãzinho; e em 2007, depois de uma pausa de 21 anos, no show de despedida do grupo, que para Andy foi um dos melhores shows de sua vida. “Ao todo estive no Brasil mais de 20 vezes. Amo esse país, as pessoas, a cultura”, derrete-se.

Apesar de ainda não ser oficial, o lançamento de um DVD do Call the Police não está descartada por eles. Entre um “é possível”, de Andy, e “estamos pensando” de Barone, Rodrigo completa: “Vamos filmar e depois decidir quando e como lançar. Os fãs estão pedindo. Podemos fazer um documentário dos países pelos quais passamos, algo diferente de um show tradicional. Uma reverência”. Só no resta ficar na expectativa.

Saiba mais
Andy Summers é fã incondicional da música brasileira, já gravou e dividiu o palco com artistas consagrados da MPB, de Roberto Menescal a Gilberto Gil. Ao lado de Stewart Copeland e Sting, vendeu mais de 60 milhões de discos e ganhou vários Grammys. Em 2016, lançou o premiado documentário Can’t Stand Losing You, que relata a história da banda inglesa.

Serviço:

Call The Police
Amanhã, às 23h
No NET Live Brasília (Setor de Hotéis e Turismo Norte)
Ingressos: R$ 200. Valor sujeito a alteração sem aviso prévio
Informações: 3340-3007
Não recomendado para menores de 16 anos

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